Marketing pode ser definido como “um processo social e gerencial pelo qual indivíduos e grupos obtêm o que necessitam e desejam através da criação, oferta e troca de produtos de valor com outros.” Ainda, em administração de marketing, Kotler (1994), faz breves referências a diferenciação entre o marketing interno e marketing externo. Kotler diz que o marketing interno deve preceder o externo. Não faz sentido prometer serviço excelente antes de preparar os funcionários da empresa para fornecê-lo . Ele define marketing interno como a “tarefa de contratações acertadas, treinamento e motivação de funcionários hábeis que desejam atender bem os clientes”.
Bekin lança as bases de uma tendência de marketing voltado para o seio das organizações, formulando a seguinte definição de endomarketing: “… realizar acções de marketing voltadas para o público interno da empresa, com o fim de promover entre os seus funcionários e departamentos aqueles valores destinados a servir o cliente”.
O endomarketing possui uma importância estratégica e, neste sentido, não pode ser separado do marketing. Do ponto de vista estratégico, o endomarketing é um processo para adequar a empresa a um mercado orientado para o cliente. Deste modo, a relação da empresa com o mercado, passa a ser um serviço feito por clientes internos para clientes externos. É assim que o endomarketing estimula toda a organização a manter-se voltada para o atendimento do mercado.
O endomarketing é o marketing dentro da empresa, um processo cujo foco é sintonizar e sincronizar, para implementar e operacionalizar a estrutura de marketing da empresa ou organização que visa acção para o mercado. Objectiva facilitar e realizar trocas construindo relacionamentos com o público interno, compartilhando os objectivos da empresa ou organização, harmonizando e fortalecendo estas relações. A função é integrar a noção de “cliente” nos processos internos da estrutura organizacional propiciando melhoria da qualidade de produtos e serviços com produtividade pessoal e de processos.
Ainda fundamentado em Bekin, para se criar um processo de endomarketing, este deve partir de três premissas básicas:
1) Estamos num mercado orientado para o cliente. Clientes só podem ser conquistados e retidos com um serviço excelente;
2) Funcionários têm expectativas e constituem o primeiro mercado para a organização. Assim, funcionários devem ser tratados como clientes e valorizados como pessoas;
3) Excelência de serviços para os clientes e gerir os recursos humanos significam envolver e comprometer os funcionários com os objectivos e decisões da empresa;
Estes três pontos trazem como consequência um princípio: este processo de envolvimento, comprometimento e valorização do funcionário deve proceder o marketing externo. É preciso conquistar primeiro mercado dos clientes internos para em seguida, lançar-se ao mercado externo.
Parte-se da premissa de que o endomarketing actua directamente na excelência do clima organizacional, reflectindo no índice de satisfação interna e na melhoria do fluxo de comunicação entre os diversos níveis da organização, e conectados nos objectivos de desenvolver uma cultura de valorização do cliente, despertando no cliente interno o interesse por marketing.
Com o ritmo acelerado das mudanças, as empresas também buscam a eficiência e a eficácia através do processo comunicacional efectivo com seus empregados. Esta é uma forma construtiva de explorar o empenho, o entusiasmo e as ideias dos seus funcionários.

A ideia é levar o consumidor a associar uma marca a um determinado cheiro, criando assim algo a que poderemos chamar de “logótipo olfactivo” ou “marca olfactiva”. A criação de aromas próprios nos pontos de venda começa a ser cada vez mais frequente.
Este não é apenas a ideia defendida por Philip Kotler à vários anos atrás, em que se referia à criação de ambientes agradáveis para levar o consumidor a se sentir bem e a comprar.
Alguns estudos apontam para que as pessoas recordem mais os odores do que as imagens; segundo os mesmos, concluiu-se que, à distância de um ano, um aroma é reconhecido em 65% dos casos, enquanto que uma imagem é reconhecida em 50% destes.
Exemplos práticos de Marketing Olfactivo:
• A Sony espalha, nas suas lojas, um aroma de baunilha e tangerina;
• Nos Hotéis Sheraton é difundido um aroma de jasmim, cravinho e figo;
• Nos Hotéis da cadeia Doubletree é difundido um cheiro tipicamente americanizado de biscoitos de chocolate;
• A Fantástio (cadeia nacional de acessórios de moda), tem prevista a aromatização dos seus pontos de venda. Em colaboração com a Biomist (empresa nacional inovadora neste conceito de Marketing), a Fantástico procura criar um logótipo olfactivo com um aroma quente, jovem e muito envolvente.

O termo Buzz Marketing está associado a uma estratégia de marketing que visa estimular um individuo a passar a palavra a outros, em geral do seu âmbito social, determinadas informações sobre um produto, serviço, marca, etc. Como os vírus reais, tais estratégias aproveitam o fenómeno da rápida multiplicação para levar uma mensagem a milhares e até milhões de pessoas.
Tem o mesmo conceito do Marketing Viral, que é rapidamente distribuído pela internet, porém, o Buzz Marketing tem a vantagem de ser difundido por qualquer meio, físico ou digital, como, um amigo contando a outro sobre o seu novo telemovel com GPS, ou então a dona de casa comentando com a vizinha sobre o novo produto que tira qualquer tipo de mancha.
Actualmente, com os crescentes meios de comunicação, essa prática alcança proporções gigantescas, com baixo investimento.
É praticamente o sonho de todos empresários. Lucros altos com investimentos baixíssimos.

A estratégia de lançamento do iphone é um exemplo claro de Buzz extremamente positivo à marca. Antes mesmo de chegar ao mercado, milhões de pessoas por todo o mundo já o tinham como número 1 em sua lista de desejos, mesmo que o sistema de telefone ainda não oferecesse suporte ao aparelho. O investimento que a Apple fez em publicidade para lançamento do Iphone foi muito baixa e o lucros extraordinários. A informação foi transmitida one-to-one e gerou buzz propositado por todo o mundo, para milhões, talvez bilhões de pessoas.

Uma chamada de atenção pelo Buzz Marketing, também funcionar como negativo para a marca. É necessário atenção como se comunica, pois fazer Buzz Marketing poderá levar a más interpretações pelos consumidores, criando uma onda negativa para a marca!

Nos mercados mais desenvolvidos, o Marketing Vertical (definição do mercado-segmentação-posicionamento) tem vindo a encontrar inúmeras dificuldades. O uso repetido desta estratégia tem levado à saturação e hiperfragmentação dos mercados, tornando cada vez mais difícil a inovação e menos lucrativa a exploração de novos segmentos (cada vez mais micro).
Face a estas dificuldades surgiu o conceito de Marketing Lateral, desenvolvido por Philip kotler e Fernando Trias de Bes.
Enquanto que o Marketing Vertical define um mercado e produz inovações dentro do mesmo, o Marketing Lateral produz inovações que abrangem necessidades, usos, ocasiões ou públicos-alvo não pertencentes ao mercado pré-definido, o que pode originar novos mercados.
Contudo, o Marketing Lateral e o Marketing Vertical, são necessários um ao outro.
O processo de Marketing Lateral divide-se em 3 passos:
1. Encontrar um foco onde nos possamos concentrar; o foco pode ser o Mercado (necessidades, usos, público-alvo, ocasiões), o Produto (as suas características) ou o restante do Marketing Mix (preço, distribuição, comunicação);
2. Fazer um deslocamento lateral, isto é, usar a criatividade sobre o foco escolhido, criando um vazio que pareça irracional e desprovido de sentido. Existem 6 técnicas para realizar um deslocamento lateral: substituição, combinação, inversão, eliminação, exagero, reordenação.
3. Conexão, preencher a lacuna, fechar o vazio.
Exemplos:
Foco: Mercado dos cereais para o pequeno almoço; Deslocamento Lateral: substituição da ocasião: consumir os cereais ao lanche; Solução: barras de cereal.
Foco: Mercado dos lápis; Deslocamento Lateral: exagero de utilidade – um lápis que nunca mais acaba; Solução: a lapiseira.
Foco: Mercado dos refrigerantes; Deslocamento Lateral: nova necessidade: para além de saciar a sede, o refrigerante serve de estimulante, dando mais energia ao consumidor; Solução: um refrigerante como o Red Bull.
Foco: Produto – Coca-Cola; Deslocamento Lateral: exagero de utilidade – frasco de coca-cola de 200 litros; Solução: máquina de Coca-Cola com uma torneira na porta, ideal para consumidores frequentes terem em sua casa.
Este conceito inovador faz cada vez mais sentido nos mercados actuais, cada vez mais competitivos e fragmentados.

O neuromarketing é uma disciplina ainda nova e que, até agora, fez avanços modestíssimos. Mas, apesar de engatinhar, a nova disciplina entusiasma os profissionais da área de publicidade, comunicação e marketing.
Com os equipamentos da medicina, os primeiros pesquisadores de neuromarketing fotografaram o cérebro durante o processo de tomada de decisão. A partir daí, com base nos estudos que apontavam quais regiões do cérebro são responsáveis por determinadas funções (como emoção, racionalidade e memória), foi possível descobrir as funções cerebrais activadas por determinado estímulo.
Por exemplo, um fabricante de automóveis poderá perceber o cérebro de um consumidor-cobaia para saber que tipo de relação as pessoas têm diante de um novo veículo – mais emotiva ou mais racional. Essas informações, acredita-se, poderão orientar campanhas publicitárias e estratégias de marketing mais eficazes. Mais do que isso, as pesquisas deverão servir de referência no desenvolvimento de futuros produtos. No momento em que as empresas souberem, com rigor científico, como criar mercadorias que despertem o desejo de consumo no ser humano, a garantia de retorno será total.
Com o surgimento do neuromarketing, o argumento central do autor ganha uma força assustadora. Os profissionais do marketing têm a possibilidade de observar as reacções do cérebro em tempo real.
No futuro, acreditam os eufóricos, em uma pesquisa qualitativa, será possível anotar as intenções inconscientes dos entrevistados em vez de simplesmente registar as respostas objectivas, racionais – e nem sempre sinceras – de cada um deles.

O marketing tribal é uma forma de marketing que aposta na criação de grupos com interesses comuns e em dar a esses grupos produtos que vão ao encontro das suas necessidades e desejos.
No marketing tribal, há uma “tribo”, um grupo de pessoas que partilham características semelhantes ou um tipo de interesse semelhante, a quem é apresentado um produto que se sabe à partida que irá satisfazer os seus interesses e espalhar as vantagens do produto apresentado. Com isto, há a criação de comunidades, através das novas tecnologias, em particular a internet, engtre outras formas. Uma pessoa que faz parte desta comunidade têm acesso não só aos últimos produtos da empresa em questão, como também pode interagir com elementos da própria empresa destacados para este trabalho em particular, como com os membros do grupo, obtendo sugestões, ideias, conselhos, ou simplesmente comunicando com pessoas que partilham dos mesmos interesses, o que dá uma sensação de grupo e união (tribo).
Desta forma uma empresa não só consolida o grupo de consumidores fieis do produto, como também contribui para que se espalhe a palavra e aumente o grupo de pessoas pertencentes à tribo.
É criada uma comunidade na internet, ou um grupo, pela própria empresa, que ao vender o produto a um cliente, promove este grupo. Havendo interesse, a pessoa junta-se a este grupo. Isto contribui para a fidelização da pessoa. Passa a ser cliente da empresa e a pertencer ao grupo, irá ter vantagens em termos de obtenção de produtos, serviços ao cliente, etc., dependendo do tipo de serviços e produtos disponibilizados pela empresa. Ao ter um serviço do seu agrado, mantém-se no grupo, interage com o mesmo e ela própria publicita as vantagens de estar na “tribo”, o que fará com que outras pessoas comprem o produto e aumente o número de pessoas no grupo.
De uma forma simples, é possível criar uma grande comunidade de pessoas que aderem ao produto, com a vantagem de poder criar um serviço personalizado que cativa as pessoas, ao contrário das grandes campanhas, necessárias é óbvio para a promoção dos produtos.

Para começar a falar de Marketing de Guerrilha, deixo primeiro um pequeno texto descritivo sobre o tema do Wikipédia:
Marketing de Guerrilha são: “Pequenos grupos constituídos ilegalmente – Energia em vez de dinheiro (não é preciso um mega orçamento para fazer sua marca ser vista, basta trabalhar com posicionamento e ferramentas de guerrilha de forma cosistente)
Desobediência às normas estabelecidas nas convenções – Métodos não-convencionais (no Marketing de guerrilha não se utiliza mídia regular/eventos tradicionais que consomem a maior parte da verba de marketing)
Extrema mobilidade – Resposta rápida ao mercado (sem grandes produções, pode-se implementar uma ação em poucos dias ou horas).
Conhecimento do campo de batalha – Conhecimento do público-alvo (fundamental para um “ataque” preciso)
Grande capacidade de atacar de surpresa – Ações surpreendentes (chamar atenção da imprensa e do público-alvo para que todos comentem)
Por princípio, as ferramentas de Marketing de Guerrilha são utilizadas por empresas menores com o objectivo de combater grandes concorrentes ou simplesmente sobreviverem. O Marketing de Guerrilha, como descrito por Jay Conrad Levinson no seu popular livro Guerrilla Marketing de 1982, utiliza-se de maneiras não convencionais para executar suas actividades de marketing e com orçamentos “apertados”. Levinson diz que pequenas empresas empreendedoras são diferentes de empresas grandes. Ele menciona um artigo da Harvard Business Review de Welsh e White que diz que pequenos negócios não são versões menores de um negócio grande. Por causa da falta de recursos dos pequenos negócios, estes precisam utilizar diferentes tipos de estratégias de marketing e tácticas.

Porém, na actual sociedade saturada de comunicação, grandes empresas começam a utilizar o Marketing de Guerrilha em seu martketing mix para atingirem os corações e mentes de seus públicos-alvo e trazerem atitude para suas marcas.

O Marketing de Guerrilha tem a vantagem de pequenas empresas/marcas conseguirem fazer “moça” as grande empresas com elevados orçamentos de marketing. Contudo na maioria das vezes o Marketing de Guerrilha apenas faz “pequenos estragos” aos atingidos pela marca/empresa que comunica com esta técnica.

O Marketing Viral consiste em comunicar de maneira que o seu conteúdo possa ser absorvido pelas pessoas que vão interagem com a mensagem. A mensagem tem que ser contagiosa como um vírus, tem que ser suficientemente apelativa para que as pessoas a passem a outras. Se assim for, a ideia da mensagem passa a ser naturalmente transmitida pelos utilizadores da mesma, multiplicando-se rapidamente.

O marketing viral funciona também, nos casos da qualidade de serviço prestado. Ao tratar bem um cliente ele vai dizer a outras pessoas, atraindo novos consumidores, novos negócios e o próprio consumidor é que comunica o nome da empresa/marca/serviço. Funcionando também ao contrario, se o cliente é mal servido, ele não só deixa de comprar, como vai falar daquela empresa.

De forma simplificada, marketing viral é: “qualquer estratégia que encoraja indivíduos a passar adiante sua mensagem de marketing (seu argumento de venda), criando uma oportunidade de crescimento exponencial da exposição e influência desta mensagem”.
Fonte: Wikipedia

Técnica esta bastante antiga, mais conhecida como comunicação boca-a-boca, é neste momento mais actual e direccionada. O Marketing Viral surge originalmente para descrever a prática de vários serviços de email gratuitos (Hotmail foi o primeiro, seguindo-se outros) de adicionar sua publicidade ao email que sai dos seus clientes registados . O que se assume é que esse anúncio, alcance um utilizador, logo esse será “infectado” (ou seja, activará uma conta) e pode então continuar “infectando” outros utilizadores.

O Marketing Viral é também das formas (técnicas) mais baratas, tendo o senão de, dependendo da forma em que é comunicado, o seu tempo até chegar aos destinatários definidos (consumidores alvo).

Como um vírus, esta estratégia usa o rápido crescimento para uma explosão de milhares ou milhões consumidores.

A técnica de Punk Marketing, vem derrubar a típica comunicação para o consumidor. O consumidor está cansado da publicidade “banal”! … cansado de mensagens de marketing todas iguais, cansado que o avisem de coisas que ele sozinho consegue ver sem esforço, cansado de perguntas, o que quer, ainda por cima quando ele não quer…

Ser punk marketing é perceber que o consumidor tem mais poder que nunca, ele tem o comando na mão. Ele manda e diz quando quer, como quer receber a comunicação.. O consumidor não diz nem quer dize-lo, mas ele quer ser surpreendido!!! Utilizar técnicas Punk Marketing, leva a que os marketeers, abandonem o tradicional e banal, que sejam inovadores, diferentes e despertem a atenção do consumidor.

Punk marketing é uma maneira ousada de se fazer as coisas, uma maneira de quebrar paradigmas, uma maneira de rejeitar verdades estabelecidas e ser “aquele” que abanou a maneira do consumidor tem na comunicação que recebe. Só assim poderemos chegar ao consumidor que… hoje ele é rei!

Punk marketingt não é um estilo, é uma maneira de agir e estar!

  • Punk Marketing
  • Marketing de Guerrilha
  • Marketing de Terrorismo
  • Buzz Marketing
  • Marketing Tribal
  • Neuromarketing
  • Endomarketing
  • Event Marketing
  • Marketing Relacional
  • Marketing Viral

  • Estas são as técnicas que irei explorar. Algumas delas já pouco utilizadas nos dias de hoje, outras ainda na sua iniciação. Os post com as técnicas serão baseadas em artigos, comentários que li e livros sobre o tema. Não tenho o dão da palavra e se exponho aqui todas estas tecnicas irei pedir total colaboração de todos os utilizadores do MarketingCaffe para as comentar e criticar e acrescentar todo o que pense necessário acrescentar. Desde já o meu obrigado e até as proximas tácnicas… pois o markeing não para…